A licença era só o começo

Depois de uma saga regulatória de quatro anos, a Revolut finalmente obteve a licença bancária completa no Reino Unido, seu mercado de origem. Para o CEO Nik Storonsky, porém, o marco é apenas um pré-requisito para uma mudança estrutural muito maior. A gigante fintech agora mira uma eventual oferta pública inicial com valuation-alvo de US$ 200 bilhões — cifra que a consolidaria como um titã financeiro global, embora Storonsky indique que a estreia na bolsa pode não acontecer antes de 2028.

A lógica por trás da espera

A razão do adiamento está na dinâmica de percepção do setor bancário. Storonsky observa que, enquanto mercados privados oferecem flexibilidade, a transparência dos mercados públicos confere um nível de confiança institucional inegociável para um banco. A busca por essa credibilidade envolve apostas altas: segundo reportagens do Financial Times, atingir o patamar de US$ 200 bilhões acionaria uma cláusula contratual que elevaria a participação de Storonsky na empresa para 40% — uma fatia equivalente a cerca de US$ 80 bilhões.

Valuation em escalada

Enquanto isso, a avaliação da Revolut segue em trajetória ascendente. Após uma venda secundária de ações que precificou a empresa em US$ 75 bilhões — com participação notável da Nvidia —, a companhia prepara outra rodada secundária para o segundo semestre deste ano. A expectativa é que essa nova operação empurre o valuation da Revolut para além da marca de US$ 100 bilhões. À medida que a empresa faz a transição de provedora ágil de contas globais para uma instituição de crédito sob regulação pesada, já mira sua próxima fronteira: os Estados Unidos, onde recentemente protocolou um pedido de licença bancária própria.

Com reportagem de Brasil Journal Tech.

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