Design como exercício de subtração

No Seating Furniture Studio da Academia de Artes da Estônia (EKA), projetar é um exercício de subtração radical. Estudantes do primeiro ano de arquitetura e arquitetura de interiores são desafiados a construir cadeiras funcionais em escala real usando apenas um kit restrito de varetas de madeira pré-cortadas e compensado. As peças resultantes condensam uma década de foco pedagógico em clareza estrutural e economia de material.

Do Bauhaus à flexão úmida

Os projetos vão de uma cadeira ergonômica de inspiração Bauhaus a um banco moldado por flexão úmida de ripas de madeira. Esses experimentos culminam no "Manifesto of Lightness", exposição curada pelo designer finlandês Ilkka Suppanen para o SaloneSatellite 2026, em Milão. A coleção funciona como um argumento físico em favor de "escolhas responsáveis" — demonstrando que resistência e conforto não exigem abundância de material, mas sim uma compreensão mais precisa de engenharia e forma.

Minimalismo como sustentabilidade

Ao forçar os alunos a trabalhar dentro de parâmetros tão estreitos, o currículo da EKA transforma a cadeira em ferramenta modular de resolução de problemas. Numa era em que o design industrial é cada vez mais escrutinado por sua pegada de carbono, essas formas esqueléticas oferecem uma visão de sustentabilidade enraizada no minimalismo. É um lembrete de que os projetos mais duráveis costumam ser aqueles que fazem mais com menos.

Com reportagem de Dezeen.

Source · Dezeen