Laminado como meio para a luz
O laminado de alta pressão (HPL) é há muito um elemento básico do design de interiores, valorizado mais por sua utilidade e durabilidade do que por qualquer qualidade luminosa. Tradicionalmente, o HPL se define pela opacidade e pela persistente linha escura em suas bordas — um artefato visual do processo de fabricação que designers costumam se esforçar para esconder. A marca americana PoliLam tenta mudar esse paradigma com sua coleção Seamless HPL Translucent Surfaces, que trata o laminado não apenas como revestimento, mas como um meio para a luz.
Bordas sem emenda, superfícies sem fronteira
A inovação está na baixa opacidade do material e em uma borda "sem emenda" que acompanha a cor da superfície, em vez de exibir o tradicional núcleo escuro. Disponíveis em opções de núcleo neutro como Ivory e Wheat, essas superfícies permitem que a luz se difunda uniformemente tanto pela face quanto pelo perímetro. O efeito é de ausência de bordas, viabilizando a construção de lightboxes, divisórias iluminadas e painéis de parede que parecem estruturalmente integrados — e não simplesmente retroiluminados.
Resistência industrial, acabamento versátil
Apesar da interação delicada com a luz, o material mantém a resistência industrial esperada do HPL. Composto de papel e resina, as superfícies são projetadas para suportar calor, água e impacto, o que as torna viáveis para ambientes comerciais e de hospitalidade com alto fluxo de pessoas. Ao oferecer acabamentos que vão de cores sólidas a reproduções hiper-realistas de madeira e pedra, a PoliLam sugere um futuro em que até as superfícies mais utilitárias podem funcionar como participantes ativas no esquema de iluminação de um ambiente.
Com reportagem de Dezeen.
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