Uma curadoria entre dois continentes

O British Council anunciou que a curadoria do Pavilhão Britânico na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2027 será um empreendimento transcontinental. Liderada por Guan Lee, diretor do Grymsdyke Farm, e Mike Lim, do IDK, a equipe contará com a colaboração de três artesãos de Penang — Ng Chi Wang, Lee Shao Chin e Koh Eng Keat — para celebrar os 70 anos de relações diplomáticas entre o Reino Unido e a Malásia.

Um festival dentro do festival

O projeto, intitulado "Festival of Hungry Ghosts", pretende transformar o pavilhão naquilo que os curadores descrevem como um "festival dentro de um festival". Ao se organizar em torno de uma tradição que honra tanto os ancestrais quanto os espíritos errantes, a exposição vai explorar as "tradições vivas" que sobrevivem e se transformam ao longo do processo migratório. Trata-se de uma tentativa de mapear a bagagem cultural — rituais, ofícios e práticas coletivas de cuidado — que acompanha as pessoas quando cruzam fronteiras.

Impermanência como lógica construtiva

No centro da proposta está uma mudança filosófica sobre a natureza do ambiente construído. Em vez de tratar a arquitetura como uma busca pela permanência, a equipe pretende usar a transitoriedade inerente ao festival como "lógica orientadora". Em Veneza, cidade que lida de forma notória com seus próprios dilemas de preservação, o pavilhão vai defender que a impermanência não é uma limitação, mas um método vital e duradouro de construção e formação de comunidade.

Com reportagem de Dezeen Architecture.

Source · Dezeen Architecture