Contenção como manifesto

No ambiente de sobrecarga sensorial da Milan Design Week, a colaboração entre a colorista sueca Teklan e os especialistas em acústica da Slalom funciona como um exercício de contenção. A instalação, batizada de "Soft Cubism", serve de manifesto para o que a marca chama de "Acoustethics" — uma síntese entre gestão sonora, produção ética e linguagem visual sofisticada. O projeto vai além da natureza utilitária dos painéis de absorção acústica e trata o controle do som como elemento fundamental do bem-estar arquitetônico.

Cor como ferramenta estrutural

A parceria gira em torno de uma paleta de cores renovada que rejeita as tendências monocromáticas e austeras dos espaços corporativos e de hospitalidade contemporâneos. A Teklan, conhecida por uma abordagem arquitetônica à previsão de tendências cromáticas, desenvolveu uma gama de tons minerais e responsivos à luz, projetados para funcionar como ferramentas estruturais — não como mera decoração. As tonalidades são pensadas para interagir com luz e geometria, conferindo presença ao ambiente de forma intencionalmente sutil.

O cruzamento entre o audível e o visível

Ao ancorar a coleção em matizes inspirados na natureza, os colaboradores buscam endereçar o impacto fisiológico dos ambientes internos. O objetivo é oferecer aos arquitetos um repertório de soluções que conecte o audível ao visível. Numa era em que plantas abertas frequentemente levam à fadiga acústica, a abordagem do "Soft Cubism" sugere que o caminho para o conforto humano passa pela interseção silenciosa entre textura, geometria e um espectro de cores mais criterioso.

Com reportagem de Designboom.

Source · Designboom