Hailey Bieber, nascida Hailey Rhode Baldwin em 1996, passou os anos de formação imersa no mundo disciplinado do balé clássico. Essa base — doze anos numa atividade definida por precisão rigorosa — antecedeu sua entrada nos holofotes globais. Quando a carreira de modelo se apresentou, aos dezesseis anos, ela fez a transição do palco para a passarela, assinou com a Ford Models e consolidou um perfil que serviria de alicerce para um empreendimento bem mais ambicioso.

Embora sua linhagem a conecte a Hollywood e a uma rica herança brasileira — sua mãe é a designer Kennya Deodato e seu avô é o lendário músico Eumir Deodato —, a trajetória recente de Bieber se define por um afastamento deliberado do papel passivo de musa. Na economia da atenção contemporânea, ela converteu sua influência estética na construção da Rhode, uma marca de skincare que prioriza o minimalismo e a democratização do luxo.

De modelo a empresária bilionária

A evolução de modelo a empreendedora bilionária reflete uma tendência mais ampla na economia de criadores, em que as figuras mais bem-sucedidas são aquelas capazes de transformar capital cultural em ecossistemas tangíveis de produto. Para Bieber, o movimento não foi um simples endosso de celebridade, mas um pivô calculado rumo à propriedade e ao design de marca. Seu sucesso sinaliza uma nova era do empreendedorismo de celebridades, em que a longevidade está na transição de ser o rosto de uma marca para atuar como sua arquiteta principal.

Com reportagem de Exame Inovação.

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