Além do dongle avulso
O ecossistema de objetos rastreáveis amadureceu e já deixou para trás a era do pequeno dispositivo plástico pendurado no chaveiro. Com a Apple e o Google consolidando suas respectivas redes de rastreamento, o foco migrou para a integração — tirar a tecnologia do papel de acessório colado com adesivo e transformá-la em elemento estrutural do produto. A nova parceria entre a especialista em rastreamento Chipolo e a fabricante holandesa de carteiras Secrid é um exemplo claro dessa mudança: um rastreador fino e recarregável embutido numa estrutura minimalista.
Design pensado para o rastreador funcionar melhor
A Chipolo x Secrid Miniwallet Trackable foi projetada para resolver as limitações físicas das carteiras "inteligentes" anteriores. Em vez de enterrar o rastreador num compartimento profundo onde o som fica abafado, a arquitetura da carteira amplifica o alto-falante do dispositivo em 3 decibéis. Além disso, o botão "Find" do tracker permanece acessível na parte externa, permitindo que a carteira funcione como localizador reverso para um smartphone perdido — uma utilidade pequena, mas relevante para quem vive perdendo as coisas.
Tecnologia durável, não descartável
Há também um esforço evidente de afastar o produto do estigma de "tecnologia descartável". O rastreador é feito com 50% de plástico reciclado e utiliza carregamento sem fio no padrão Qi, atingindo carga completa em aproximadamente duas horas. Fabricada na União Europeia com materiais de origem responsável, a carteira de US$ 140 sugere que o futuro da Internet das Coisas pode estar em bens de alta qualidade e durabilidade — e não nos gadgets de alta rotatividade da última década.
Com reportagem de Engadget.
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