Um retrato sísmico a cada cinco anos
A cada cinco anos, o MoMA PS1 tenta capturar os movimentos tectônicos do mundo artístico nova-iorquino. A mais recente edição de Greater New York, mostra quinquenal que é a marca registrada do museu, chega num momento simbólico: o 50º aniversário da instituição. Com mais de 50 artistas em estágios formativos de suas carreiras, a exposição funciona como um perfil psicológico coletivo de uma cidade que atravessa um período de ansiedade estrutural profunda.
Além da superfície polida
A abordagem curatorial desta edição contorna deliberadamente a Nova York do consumo — a cidade de superfícies reluzentes e distritos comerciais esterilizados. Em vez disso, a mostra abraça uma estética crua, sem verniz, que espelha a realidade concreta das ruas. É um reconhecimento de que a Nova York "real" costuma ser encontrada no atrito de sua própria formação, rejeitando a facilidade da marca em favor da dificuldade do áspero.
Uma narrativa ainda em construção
Ao privilegiar artistas cujas trajetórias ainda estão sendo traçadas, a exposição espelha a própria narrativa inacabada da cidade. Apresenta uma Nova York ao mesmo tempo deslumbrante e dilacerante, um lugar definido mais por seu estado permanente de transformação do que por seus monumentos concluídos. Nesse instantâneo, a cidade permanece um território de esperança cautelosa, mesmo enquanto lida com as pressões de uma paisagem urbana em constante mutação.
Com reportagem de Hyperallergic.
Source · Hyperallergic



