Um vazamento maior do que se admitiu

Novas estimativas sobre um vazamento recente de petróleo no Golfo do México indicam que o dano ambiental pode ser significativamente maior do que se reconheceu inicialmente. Uma análise de imagens de satélite e da capacidade do duto afetado aponta que até 82 mil barris de petróleo bruto podem ter escapado de infraestrutura pertencente à Petróleos Mexicanos (Pemex) ao longo de pelo menos dez dias. O vazamento ocorreu na zona de plataformas de Abkatún-Cantarell, um polo estratégico da estatal.

Os números por trás da mancha

A escala do desastre foi calculada a partir de uma mancha que se espalhou por 43,5 quilômetros quadrados. Com uma espessura média estimada em 0,3 milímetro e considerando o diâmetro de 36 polegadas do duto afetado — que normalmente transporta entre 300 mil e 700 mil barris por dia —, analistas estimam uma descarga diária de aproximadamente 8.200 barris. O número contrasta de forma contundente com o silêncio inicial das autoridades federais sobre o incidente.

Transparência e infraestrutura em xeque

O vazamento reacendeu preocupações sobre a transparência e o envelhecimento da infraestrutura energética mexicana. Embora organizações ambientais tenham começado a alertar sobre o vazamento já em fevereiro, o episódio permaneceu em grande parte encoberto até que um grupo interinstitucional recém-formado, agindo sob orientação da presidente Claudia Sheinbaum, confirmou a origem do problema. A presença do navio especializado em reparos Árbol Grande na área durante o vazamento evidenciou ainda mais a dificuldade da indústria em conter os impactos de suas operações offshore.

Com reportagem de Expansión MX.

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