Para uma geração que cresceu sob o escrutínio dos algoritmos, a moda deixou de ser apenas vestuário para se tornar uma declaração de independência — ou uma tentativa frustrada dela. No TikTok, a hashtag #personalstyle já ultrapassa as 250 mil publicações, sinalizando um movimento de criadores que tentam se desvencilhar das "microtrends" que surgem e morrem em poucas semanas.
O fenômeno, batizado de "anti-trending", propõe um retorno ao estilo individual, longe das fórmulas prontas de consumo rápido e da obsolescência estética programada. Ironicamente, ao tentar fugir da padronização, o movimento acabou criando sua própria estética, transformando a "autenticidade" em mais um produto a ser replicado e compartilhado à exaustão nas telas verticais.
Essa tensão reflete o dilema central da Geração Z: a busca por uma identidade genuína em plataformas projetadas para a homogeneização. Enquanto guias de "como não seguir tendências" ganham tração, o mercado observa como a resistência se torna, ela mesma, o próximo grande negócio da economia da atenção.
Com informações de Exame Inovação.
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