Tim Cook, o arquiteto da era moderna da Apple, vai deixar o cargo de CEO em 1º de setembro, encerrando uma gestão de quinze anos que transformou a empresa de uma inovadora em hardware numa potência econômica global. John Ternus, atual chefe de engenharia de hardware da Apple, será seu sucessor no comando executivo. Cook não sairá da companhia — assumirá a função de presidente executivo do conselho, numa transição programada para coincidir com o 50º aniversário da Apple.

O legado de Cook se define pelo domínio da escala e pelo rigor operacional que, segundo muitos analistas, superou o de seu antecessor, Steve Jobs. Enquanto Jobs fornecia a centelha visionária, Cook — que chegou à Apple em 1998, vindo de passagens pela IBM e pela Compaq — construiu a cadeia de suprimentos e o ecossistema que transformaram o iPhone no produto mais lucrativo da história. Sob sua liderança, a valorização da Apple atingiu patamares antes considerados impossíveis, consolidando sua posição como a empresa de tecnologia mais influente do mundo.

A escolha de John Ternus sinaliza compromisso com o DNA de hardware que sempre definiu a companhia. Ternus foi figura central no desenvolvimento do Mac, do iPad e do iPhone, e sua ascensão sugere continuidade para uma organização que navega um cenário pós-mobile. Ao migrar para o novo papel consultivo, Cook deixa para trás uma empresa que já não é apenas uma fabricante de computadores, mas uma instituição cultural e financeira de alcance sem precedentes.

Com reportagem de La Nación.

Source · La Nación — Tecnología