Na pequena cidade de Santo Antônio da Patrulha, a cerca de 80 quilômetros de Porto Alegre, uma empresa familiar construiu, sem alarde, um caso de sucesso industrial de grandes proporções. A comunidade de 42 mil habitantes se tornou um improvável polo produtivo de um dos petiscos mais tradicionais do país: a paçoca.

A escala da operação é um estudo de eficiência em alto volume. A fábrica processa amendoim num ritmo que resulta em 2 milhões de unidades do doce — crocante, entre o doce e o salgado — a cada dia. O que começou como produção artesanal foi transformado em uma sofisticada engrenagem manufatureira, que elevou o faturamento anual a R$ 463 milhões.

O crescimento ilustra uma dinâmica mais ampla no interior brasileiro, onde empresas familiares de alcance regional vêm profissionalizando suas cadeias produtivas para atender à demanda nacional. Ao fazer a ponte entre a tradição local e a escala industrial, a companhia converteu uma commodity agrícola simples em um pilar econômico de peso.

Com reportagem de Exame Inovação.

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