O cenário era a emblemática Praça de Maio, em Buenos Aires. Em vez de hinos tradicionais ou o silêncio das catedrais, o que se ouvia eram batidas sintetizadas e o ritmo pulsante do techno. No comando da mesa de som, o padre português Guilherme Peixoto trocou momentaneamente o altar pelas picapes para conduzir uma apresentação em homenagem ao Papa Francisco.

Vestindo jeans e o colarinho clerical, Peixoto — já conhecido globalmente como "Padre DJ" — personifica uma tentativa de modernização da comunicação da Igreja Católica com as novas gerações. Sua performance na capital argentina não foi um caso isolado, mas parte de uma trajetória que busca encontrar o sagrado em espaços de entretenimento de massa e cultura eletrônica.

A presença de um sacerdote em uma estrutura de "rave" a céu aberto provoca discussões sobre os limites da liturgia e a adaptação da fé ao mundo contemporâneo. Ao fundir o terço no pulso com os fones de ouvido, Guilherme Peixoto desafia o conservadorismo institucional, propondo uma experiência espiritual que atravessa os sentidos e a tecnologia sonora.

Com informações de Exame Inovação.

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