A indústria eólica offshore americana, que até pouco tempo parecia pronta para uma expansão geracional, entrou em um período de estagnação profunda. Sob o peso de oposição política constante e incerteza regulatória imposta pelo governo Trump, projetos que eram peças centrais de uma transição energética verde estão sendo adiados ou abandonados. Essa retração doméstica, no entanto, é cada vez mais um ponto fora da curva no cenário energético global.
Na Europa, na Ásia e em diversos mercados emergentes, o impulso por trás da energia eólica marítima segue firme. Para essas nações, o apelo da energia eólica offshore vai além de metas ambientais — é cada vez mais encarado como uma questão de segurança nacional e estratégia industrial. Ao aproveitar os ventos constantes e de alta velocidade encontrados no mar, esses países estão construindo uma base confiável de energia renovável que reduz a dependência de mercados globais de combustíveis voláteis.
O resultado é uma distância crescente em infraestrutura e expertise. À medida que os Estados Unidos cedem terreno, desenvolvedores internacionais escalam agressivamente suas cadeias de suprimentos e aprimoram tecnologias para águas profundas. Essa divergência sugere que, embora o setor eólico americano esteja esfriando, a transição global para a energia offshore simplesmente migra para outros lugares — deixando os EUA sob o risco de perder tanto os dividendos energéticos quanto os industriais do mar.
Com reportagem de Canary Media.
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