No fim dos anos 1980, a Mazda lançou uma competição interna chamada "Fantasyard" — uma espécie de laboratório criativo pensado para estimular engenheiros a pensar além da linha de montagem. Foi ali que um grupo de sete engenheiros da divisão de transmissão manual da empresa concebeu uma solução para o cansaço banal de percorrer terminais de aeroporto intermináveis: um veículo funcional e motorizado que pudesse ser dobrado dentro de uma mala de viagem.

A equipe partiu da maior mala rígida Samsonite disponível — com aproximadamente 56 por 76 centímetros — e a equipou com a mecânica de uma pocket bike. O coração da máquina era um motor dois tempos de 33,6 cc, capaz de produzir 1,7 cavalo de potência. Para transformar a mala em veículo, o usuário precisava girar a roda dianteira por uma abertura removível, fixar as rodas traseiras na parte externa e prender um assento sobre o eixo traseiro. O processo inteiro de montagem levava cerca de sessenta segundos.

Embora o "carro-mala" pareça um devaneio excêntrico, ele carregava o DNA da filosofia de design mais ampla da Mazda. A configuração de três rodas ecoava o Mazda-Go de 1931, o primeiro riquixá motorizado da empresa, enquanto seu centro de gravidade baixo espelhava a dinâmica ágil do roadster MX-5. Apesar de pesar cerca de 32 quilos e atingir velocidades de até 30 km/h, o projeto nunca passou da fase de protótipo. Ele permanece como um artefato fascinante de uma época em que a cultura de engenharia corporativa se sentia confortável em investir no puramente especulativo.

Com reportagem de Designboom.

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