A televisão 4K deixou de ser um luxo de vitrine para se tornar o padrão básico da casa contemporânea. Com telas de alta resolução cada vez mais comoditizadas, o foco da indústria migrou da contagem bruta de pixels para as camadas invisíveis de software — upscaling orientado por IA e ecossistemas integrados — que definem a experiência de consumo audiovisual hoje.

Lançamentos recentes de Samsung, LG e Philips ilustram essa virada rumo ao aprimoramento algorítmico. A linha Crystal UHD 2025 da Samsung, por exemplo, apoia-se fortemente em tecnologia de upscaling para cobrir a distância entre conteúdo legado e as exigências de um painel 4K. De forma semelhante, as ofertas intermediárias mais recentes da LG utilizam o processador α7 AI para refinar imagens de resolução inferior — sinal de que o papel principal do hardware agora é remediar as imperfeições do material de origem.

Essa evolução diz tanto respeito à internet das coisas quanto à qualidade óptica. Com a integração de WebOS 25 e Google TV nesses aparelhos, a televisão consolidou sua posição como hub central da automação doméstica. A escolha do consumidor já não se resume a fidelidade de cor ou tipo de painel — como nas opções QLED da TCL —, mas passa por qual assistente digital e qual arquitetura de software ele prefere instalar no centro da sala.

Com reportagem de Olhar Digital.

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