Uma cadeira monobloco com ambição estética
No próximo Salone del Mobile, em Milão, a cadeira "monobloco" — tipologia quase sempre associada ao utilitarismo genérico — ganha uma releitura refinada. A Linnéa, fruto da mais recente colaboração entre o estúdio NICHETTO e a fabricante infiniti, é uma tentativa deliberada de aproximar a produção industrial em larga escala da carga emocional normalmente reservada a edições limitadas.
Da fábrica ao salão
A estreia da cadeira vem na esteira de um marco técnico na fábrica do Grupo OMP, nos arredores de Treviso, onde a primeira peça foi recentemente retirada de seu molde de aço. Para a infiniti, braço voltado ao design dentro do OMP, o projeto é um exercício de como aplicar quatro décadas de expertise industrial em plásticos e aço para concretizar a visão de "beleza material" de Luca Nichetto. Nichetto, conhecido por uma abordagem orientada pela narrativa, busca elevar o objeto funcional a algo que ressoe visual e tatilmente — sem perder ancoragem prática.
Ofício e indústria, sem especulação
A parceria evidencia uma inflexão pragmática no design contemporâneo: uma ética de trabalho "com os pés no chão" que prioriza o casamento entre ofício e indústria. Ao integrar a precisão criativa do designer diretamente à infraestrutura industrial do OMP, a Linnéa evita as armadilhas do design puramente especulativo. É um produto tanto do chão de fábrica quanto do estúdio, e sinaliza o interesse crescente em como a manufatura sofisticada pode democratizar uma estética de alto nível para os mercados residencial e corporativo.
Com reportagem de Cool Hunting.
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