Em 1972, o Nike Moon Shoe era um experimento radical em tração, nascido da decisão do cofundador Bill Bowerman de despejar borracha na máquina de waffles de sua esposa. O solado resultante, projetado para as seletivas olímpicas em Eugene, Oregon, deixava marcas no solo que lembravam as pegadas dos astronautas na superfície lunar apenas três anos antes. Mais de cinquenta anos depois, essa relíquia do industrialismo atlético inicial está em transição — de troféu de colecionador a item básico da moda contemporânea.
O retorno da silhueta ao mercado geral sucede uma colaboração de alto perfil com a Jacquemus, que sinalizou o interesse renovado da indústria em tênis de pista baixos e esguios. A Nike agora prepara uma série de lançamentos padrão que apostam na estética de meados do século passado. Uma versão "Midnight Navy", prevista para breve, utiliza a paleta de materiais original — nylon liso e camurça —, ancorada por um Swoosh creme em tamanho generoso que domina a lateral do calçado, numa referência à identidade visual ousada e utilitária da época.
Os dias de performance do Moon Shoe ficaram para trás, mas seu apelo reside na lógica duradoura de sua construção. O solado waffle permanece como peça central, um lembrete de quando a inovação em calçados era questão de tentativa e erro na mesa da cozinha. Com preço de varejo entre US$ 110 e US$ 120, as novas colorways — incluindo marinho, branco e um amarelo sóbrio — chegam ao mercado em 7 de maio, fechando um ciclo para um design que começou como protótipo de pista e se transformou num estudo de longevidade minimalista.
Com reportagem de Highsnobiety.
Source · Highsnobiety



