A gestão de Tim Cook como CEO, iniciada sob a longa sombra de Steve Jobs, chegará ao fim em 1º de setembro. Cook, frequentemente descrito mais como executor supremo do que como idealista visionário, transformou a Apple numa potência financeira ao otimizar a cadeia de suprimentos e pivotar rumo a um modelo de serviços de alta margem. Sob sua liderança, a empresa fez a transição bem-sucedida para chips próprios e lançou acessórios decisivos como o Apple Watch e os AirPods — mas o centro de gravidade do negócio migrou do dispositivo em si para o ecossistema ao seu redor.

John Ternus, veterano com 25 anos de empresa e atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware, representa uma mudança no DNA da liderança. Enquanto Cook ascendeu pelos caminhos da logística e das vendas, Ternus é um homem de produto. Ele herda uma companhia num patamar invejável, mas que enfrenta o que alguns chamam de "dívida de hardware" — uma dependência do iPhone que ainda responde por metade de todas as vendas, mesmo com o setor de serviços tendo crescido a ponto de superar a receita combinada de quase todas as outras linhas de hardware.

A nomeação sugere um possível retorno às origens da Apple como empresa de hardware em primeiro lugar, ainda que a companhia lide com as pressões de manter o crescimento baseado em serviços que Cook aperfeiçoou. Ternus precisará administrar um equilíbrio delicado: sustentar a receita lucrativa de assinaturas e software que os investidores desejam e, ao mesmo tempo, revitalizar a linha de produtos físicos para dar conta da próxima era da computação.

Com reportagem de Xataka.

Source · Xataka