O Samba fica para trás
Durante anos, a silhueta do Adidas Samba dominou as calçadas, um clássico retrô-lifestyle que priorizava o charme de arquivo em detrimento da sofisticação técnica. Mas uma virada está em curso. A gigante alemã do sportswear vem apostando cada vez mais na linha Adizero — uma divisão de alta performance nascida nas pistas de maratona em 2008 — para encurtar a distância entre o atletismo de elite e o mercado de luxo.
Tecnologia como linguagem estética
Essa transição está sendo conduzida por uma série de colaborações calculadas que tratam a tecnologia de performance como uma nova linguagem estética. A designer Grace Wales Bonner, em grande parte responsável pela recente onipresença cultural do Samba, voltou sua atenção para as origens do Adizero, relançando o modelo de estreia da linha, de 2008, em seu característico amarelo-dourado. Enquanto isso, a potência do varejo Kith enxugou o Adizero Boston, transformando um tênis hipertécnico em uma paleta minimalista que comunica sofisticação, não apenas velocidade.
Da pista de corrida ao preço de luxo
O ápice desse movimento está no espaço conceitual onde performance encontra preço de prestígio. Pharrell Williams apresentou recentemente um Adizero "conceito" de US$ 1.000, posicionando a engenharia mais inovadora da Adidas como artefato de luxo. Essa síntese entre o alto e o acessível foi reforçada nos Jogos Olímpicos de Paris, onde Noah Lyles conquistou o ouro calçando tênis desenhados pela Y-3, a parceria de longa data entre Yohji Yamamoto e a marca no campo da moda de vanguarda. Ao deslocar o foco do arquivo para o laboratório, a Adidas aposta que o futuro da moda está na busca pela quebra de recordes.
Com reportagem de Highsnobiety.
Source · Highsnobiety



