Espelho geopolítico

A volatilidade do setor global de energia costuma funcionar como espelho da instabilidade geopolítica. Na segunda-feira, as grandes petroleiras brasileiras — Petrobras, PRIO e Brava — viram suas ações subir à medida que os preços internacionais do petróleo reagiam a uma escalada abrupta de conflitos no Estreito de Ormuz. A alta marca uma virada de momento após um período de pressão baixista sobre as commodities energéticas.

Confrontos no Golfo de Omã

O gatilho imediato para o salto nos preços foi uma série de confrontos marítimos no Oriente Médio. Relatos de que forças dos Estados Unidos apreenderam uma embarcação iraniana no Golfo de Omã, após um suposto ataque a um navio comercial, reacenderam temores de estrangulamento da oferta em um dos corredores de trânsito mais críticos do mundo. A nova fricção reintroduziu um prêmio de risco significativo ao mercado, com os futuros do Brent saltando mais de 4% e se aproximando da marca de US$ 95 por barril.

Prêmio geopolítico para o Brasil

Para as gigantes brasileiras de energia, o prêmio geopolítico é tangível. Brava e Petrobras lideraram os ganhos em São Paulo, à medida que investidores recalibraram suas posições diante de uma perspectiva de aperto na oferta global. Embora os mercados financeiros em geral permaneçam cautelosos com as pressões inflacionárias que custos de energia mais altos podem trazer, o efeito imediato foi uma migração para ativos tradicionais de energia.

Com reportagem de InfoMoney.

Source · InfoMoney