Durante décadas, a geopolítica do Oriente Médio orbitou em torno do programa nuclear iraniano como o principal pilar de dissuasão de Teerã contra ataques externos. No entanto, o prolongamento de tensões regionais recentes revelou que o Irã consolidou uma arma igualmente eficaz e de aplicação mais imediata: a capacidade de controlar, e eventualmente fechar, o Estreito de Ormuz.
Para Rouzbeh Parsi, especialista em política iraniana entrevistado pelo jornal sueco *Dagens Nyheter*, essa tática deixou de ser um cenário hipotético para se tornar uma ferramenta de guerra real e funcional. Segundo Parsi, a eficácia de interromper o tráfego marítimo em uma das rotas mais vitais de energia do mundo foi testada e validada, oferecendo ao regime uma vantagem estratégica duradoura para negociações e conflitos futuros.
Diferente da retórica nuclear, que carrega um peso diplomático e existencial imenso, o domínio sobre Ormuz atua diretamente no sistema circulatório da economia global. Ao demonstrar que pode estrangular o fornecimento de insumos básicos com agilidade, o Irã redefine os custos de qualquer intervenção internacional na região, transformando a geografia marítima em um instrumento de poder político sofisticado.
Com informações de Dagens Nyheter.
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