O capital político do governo Trump está chegando a um piso visível. De acordo com a mais recente pesquisa Reuters/Ipsos, a aprovação do presidente Donald Trump estagnou em 36%, o menor patamar registrado desde a posse, em janeiro de 2025. Com a rejeição escalando a 62%, o governo se vê diante de um período de profundo ceticismo público, alimentado por uma combinação volátil de intervenção militar no exterior e pressão econômica doméstica.
A erosão do apoio acompanha uma escalada militar significativa no Oriente Médio. Uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã não apenas tensionou as relações internacionais — provocando uma rara ruptura diplomática com o Vaticano — como também teve impacto imediato sobre o consumidor americano. Apenas 36% dos entrevistados aprovam os ataques militares, número que espelha a aprovação geral do presidente e sugere uma cristalização de sua base em meio a uma preocupação nacional mais ampla.
Para o cidadão comum, a tensão geopolítica se faz sentir de forma mais aguda nos postos de combustível. O conflito catalisou uma alta acentuada nos preços da gasolina, inflando ainda mais o custo de vida. Como consequência, a confiança pública na gestão econômica do presidente desmoronou: apenas 26% dos americanos aprovam a forma como ele lida com o custo de vida. O alinhamento entre ação militar e dificuldade econômica indica que a política externa de "pressão máxima" do governo está sendo cada vez mais avaliada à luz de seu custo doméstico.
Com reportagem de InfoMoney.
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