O menu Iniciar continua sendo o pedaço mais disputado de espaço digital no ecossistema Windows — um portal que a Microsoft tenta há anos equilibrar entre utilidade e estética. Apesar de uma atualização significativa lançada no fim de 2025, a empresa estaria preparando uma mudança arquitetural mais profunda. Segundo reportagens do Windows Central, a Microsoft está reconstruindo o menu com o framework WinUI 3, uma decisão voltada a melhorar o desempenho de renderização e a consistência visual em todo o sistema operacional.

A transição tem menos a ver com retoque cosmético e mais com modularidade. A nova estrutura deve permitir que usuários ativem ou desativem segmentos específicos do menu pelas configurações do sistema, oferecendo um nível de controle granular que as versões atuais não têm. Hoje já é possível ajustar recomendações ou o painel lateral, mas as mudanças propostas apontam para um futuro em que o menu Iniciar funcione como uma série de blocos opcionais, e não como uma janela monolítica.

Além da modularidade, a atualização deve introduzir dimensionamento flexível, permitindo que o usuário escolha entre layouts pequeno e grande. Atualmente, o Windows 11 define as dimensões do menu com base na resolução da tela e na escala de exibição, mas a migração para o WinUI 3 aponta para um design mais responsivo. Para uma empresa frequentemente criticada pela rigidez de sua interface moderna, essas mudanças representam um reconhecimento discreto de que a abordagem "tamanho único" para produtividade está cada vez mais obsoleta.

Com reportagem de Tecnoblog.

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