Preço se forma em Nova York
O ritmo das finanças brasileiras migrou para o norte nesta terça-feira. Com a B3, em São Paulo, fechada pelo feriado de Tiradentes, a formação de preço das maiores empresas do país ficou restrita à New York Stock Exchange e à Nasdaq. Esse hiato sazonal na atividade doméstica costuma deixar os ativos brasileiros à mercê do humor global, funcionando como termômetro do apetite por risco em mercados emergentes enquanto o pregão local permanece silencioso.
Sinais divergentes entre ADRs e ETF
O índice Dow Jones Brazil Titans 20 ADR, que reúne vinte das ações brasileiras mais líquidas negociadas nos Estados Unidos, abriu com queda marginal de 0,09%. Na direção oposta, o iShares MSCI Brazil ETF (EWZ) registrou leve alta de 0,42% nos primeiros minutos de negociação. Os sinais divergentes refletem um mercado dividido entre a inércia doméstica e a atmosfera positiva em Wall Street, onde os principais índices seguiam em busca de novas máximas.
Otimismo global dá o tom
O otimismo em Nova York foi alimentado sobretudo por sinalizações geopolíticas, com o governo dos Estados Unidos sugerindo uma possível abertura diplomática com o Irã. O sentimento impulsionou o Dow Jones Industrial Average em 0,6%, enquanto o Russell 2000, índice de empresas de menor capitalização, atingiu máxima histórica. Com os mercados asiáticos também fechando no azul — puxados pelo desempenho recorde do Kospi, da Coreia do Sul —, os ADRs brasileiros surfaram uma onda global de apetite por risco, mesmo com sua bolsa de origem apagada.
Com reportagem de InfoMoney.
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