Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos e enviado especial do governo Trump, chegou à Cidade do México para dar início a um diálogo decisivo antes da revisão formal do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA). A visita marca a segunda rodada de conversas de alto nível voltadas a recalibrar a relação comercial que sustenta a economia norte-americana. As apostas são particularmente altas para o México, cuja estratégia industrial permanece profundamente entrelaçada com as cadeias de suprimento dos EUA.

As reuniões reuniram um grupo expressivo da elite empresarial mexicana. Entre os presentes estava Daniel Servitje, presidente executivo do Grupo Bimbo, ao lado de um contingente robusto do setor automotivo. Executivos da General Motors, Nissan, BMW, Mazda, Stellantis e Mercedes-Benz participaram dos encontros, refletindo a apreensão da indústria diante de possíveis mudanças tarifárias e nos requisitos de conteúdo regional. Para essas montadoras, o USMCA não é apenas um tratado — é a lógica fundacional de suas operações regionais.

O setor siderúrgico, outro pilar do bloco comercial continental, também teve representação de peso. Líderes da Ternium, Tenaris, ArcelorMittal e Deacero sentaram-se à mesa com Greer para discutir o futuro dos metais industriais. Essas conversas vão muito além de uma visita protocolar: são o prelúdio de uma renegociação que promete ser rigorosa e potencialmente contenciosa. À medida que Greer coleta informações junto à vanguarda industrial do México, os contornos da próxima fase do protecionismo norte-americano começam a ganhar forma.

Com reportagem de Expansión MX.

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