Um desfecho trágico

A busca por Danilo Neves Pereira, professor universitário brasileiro de 35 anos que desapareceu em Buenos Aires na semana passada, chegou a um desfecho trágico. O corpo de Pereira foi identificado na segunda-feira, quase uma semana depois de seu sumiço, em 14 de maio. O caso expõe tanto os riscos de encontros mediados por plataformas digitais quanto as falhas administrativas que deixam famílias sem respostas durante desaparecimentos em outros países.

O último contato

Pereira havia viajado à capital argentina e, no dia de seu desaparecimento, avisou amigos que se encontraria com um homem chileno com quem se conectara por meio de um aplicativo de relacionamento. Ele compartilhou uma última localização no distrito central da cidade antes de parar de responder. Segundo reportagem do La Nación, Pereira deu entrada no hospital Ramos Mejía como paciente não identificado na quarta-feira, 15 de maio — apenas um dia após o desaparecimento —, com um quadro que a equipe médica descreveu como "descompensação psicotrópica" associada ao uso de cocaína. Ele morreu no mesmo dia.

Uma identificação que demorou dias

O intervalo entre a morte e a identificação do corpo evidencia as dificuldades impostas pelo anonimato nas grandes cidades. Enquanto amigos e familiares mobilizavam buscas, Pereira permaneceu no sistema hospitalar sem nome por vários dias. O homem chileno envolvido no encontro teria relatado a conhecidos do professor que Pereira deixou sua companhia após uma breve discussão, ocorrida por volta do horário de sua última mensagem enviada. A investigação segue tentando reconstituir as horas finais de uma vida interrompida em uma cidade estrangeira.

Com reportagem de InfoMoney.

Source · InfoMoney