Demanda reprimida explode após seis anos de restrições

Depois de seis anos de restrições regulatórias à participação privada no setor elétrico, o México assiste a uma explosão de demanda reprimida. Dados da Comissão Federal de Eletricidade (CFE) mostram que o interesse em novos projetos de geração com investimento misto superou as expectativas em 581%. A estatal, agora comandada por Emilia Esther Calleja, recebeu 394 registros de empresas privadas dispostas a co-desenvolver infraestrutura — um número que sinaliza uma mudança significativa no clima de investimentos do país.

Renováveis dominam as propostas

Entre os registros finalizados, a ampla maioria se concentra em fontes renováveis. A energia solar lidera com 178 projetos que somam impressionantes 26.494 megawatts de capacidade potencial. A energia eólica vem em seguida, com 34 propostas representando mais de 9.000 megawatts. Essa corrida por capacidade sugere que, apesar do atrito regulatório dos últimos anos, o setor privado permanece bem capitalizado e pronto para se integrar à rede nacional — desde que o Estado ofereça um arcabouço viável de parceria.

Projetos já avançam na prática

A prontidão dessas propostas vai além do plano teórico. Mais de 100 dos empreendimentos apresentados já têm estudos de impacto ambiental concluídos ou em andamento, e 125 já obtiveram estudos de interconexão. Embora a CFE ainda esteja no processo de seleção das propostas específicas, o volume de inscrições indica que a transição energética mexicana pode depender menos de determinações estatais e mais de uma conciliação pragmática entre os objetivos da concessionária pública e a eficiência do mercado privado.

Com reportagem de Expansión MX.

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