Fricção dá lugar a apetite renovado
Durante boa parte dos últimos seis anos, a relação entre o setor privado de energia no México e a estatal Comisión Federal de Electricidad (CFE) foi marcada por atrito e esfriamento regulatório. Dados recentes, porém, apontam para uma mudança significativa de sentimento. Uma atualização sobre oportunidades de investimento misto revela uma sobredemanda de 581%, com quase 400 empresas registrando interesse em parcerias com a CFE para desenvolver nova capacidade de geração.
Transição energética concentra a demanda
A avalanche de registros está direcionada de forma esmagadora à transição energética. Das 255 inscrições que chegaram à fase final, 178 eram de projetos de energia solar fotovoltaica, representando impressionantes 26.494 megawatts de capacidade potencial. A energia eólica veio em seguida, com 34 projetos que somam mais de 9.000 megawatts. Essa corrida de interesse indica que, apesar de um período de participação privada restrita, o apetite subjacente por infraestrutura renovável em larga escala no México permanece robusto — e mal atendido.
Propostas vão além do interesse especulativo
O grau de maturidade dessas propostas sugere algo além de interesse meramente especulativo. Mais de 100 dos projetos registrados já concluíram ou estão em processo de apresentação de estudos de impacto ambiental, e um número semelhante obteve estudos de impacto social ou avaliações de interconexão à rede. Embora a CFE, agora liderada por Emilia Esther Calleja, ainda esteja em fase de análise das ofertas — com 83 projetos atualmente na etapa de pré-seleção —, o volume absoluto de candidaturas sinaliza um possível ponto de inflexão para a rede elétrica envelhecida do país e seus compromissos climáticos.
Com reportagem de Expansión MX.
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