Uma meditação sobre a durabilidade da forma

A segunda entrega da Carhartt WIP para o Primavera/Verão 2026 chega como uma reflexão sobre a permanência das formas. Fotografada sob a luz cambiante de Lisboa em campanha assinada por Eduardo Gonçalves, a coleção marca uma virada deliberada das origens rígidas de workwear da marca rumo a uma utilidade mais fluida e atmosférica. É um exercício de equilíbrio entre o peso da história e a leveza que um clima mais quente exige.

Denim cru e detalhes de meados do século

No centro da entrega está um diálogo rigoroso com o design de meados do século XX. A Belmar Jacket e as peças em denim cru que a acompanham funcionam como âncoras arquivísticas, com detalhes típicos dos anos 1950 — pregas costuradas, fivelas traseiras e botões do tipo donut shank. Essas peças estruturadas em tecido hickory-striped não são meras recriações; são recontextualizadas por uma lente contemporânea, posicionadas ao lado de peças essenciais em malha ultra-macia com overdye em tons sóbrios de roxo, azul e verde.

Geometria industrial, ergonomia contemporânea

Essa justaposição entre o robusto e o tátil ganha um acento a mais com o novo padrão "camo snake", impresso a laser para conferir uma textura sutil e orgânica às silhuetas mais tradicionais. Ao fundir a geometria industrial de meados do século com a ergonomia relaxada do streetwear contemporâneo, a Carhartt WIP segue refinando sua tese sobre como roupas funcionais podem evoluir sem perder o senso de permanência.

Com reportagem de Hypebeast.

Source · Hypebeast