O Centre Pompidou, instituição francesa que redefiniu a arquitetura de museus com sua sede "de dentro para fora" projetada por Renzo Piano e Richard Rogers, segue distanciando sua marca das raízes parisienses. O mais recente desdobramento, o Hanwha Seoul Pompidou Center, tem inauguração prevista para 2026 na base da icônica 63 Tower, na ilha de Yeouido. A iniciativa se soma a uma série de filiais internacionais em cidades como Shanghai e Málaga, sinalizando uma guinada estratégica rumo ao franqueamento cultural — enquanto a sede original, em Paris, permanece fechada para uma reforma de grande escala.

O projeto, conduzido pelo escritório francês Wilmotte & Associés, é uma intervenção de reúso adaptativo com 12 mil metros quadrados. Em vez de um edifício autônomo, o novo centro ocupará os pavimentos inferiores de um arranha-céu no coração financeiro de Seul, às margens do rio Han. O desenho busca criar um ambiente fluido em que espaços expositivos se cruzam com instalações educativas, refletindo o desejo institucional contemporâneo de funcionar como um "ponto de encontro" cívico, e não como um repositório estático de arte.

A expansão evidencia a transformação do Pompidou em exportador cultural global. Ao firmar parceria com a Hanwha Foundation of Culture, a instituição se insere no tecido urbano específico de Seul, polo cada vez mais relevante no mercado internacional de arte. Enquanto o museu atravessa um período de transição física na França, sua rede crescente de sedes satélites garante que sua influência permaneça ativa nas capitais mais influentes do mundo.

Com reportagem de ArchDaily.

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