A OpenAI está experimentando uma forma mais íntima de contexto para o Codex, sua ferramenta para macOS. O novo recurso, chamado Chronicle, permite que a IA "leia" a tela do usuário, transformando dados visuais em tempo real numa compreensão personalizada de fluxos de trabalho e hábitos. Disponível em fase de pesquisa para assinantes do ChatGPT Pro, a ferramenta marca uma mudança: em vez de reagir a comandos, o assistente passa a aprender por observação contínua.

O sistema funciona por meio de capturas de tela temporárias, armazenadas localmente por seis horas antes de serem apagadas. A partir dessas imagens, o Chronicle gera "memórias" — arquivos Markdown salvos no dispositivo que a IA consulta para refinar suas respostas. Embora esses arquivos permaneçam sob controle do usuário, que pode editá-los ou excluí-los, eles representam um passo significativo rumo a um agente de IA que compreende não apenas o código que lhe pedem para escrever, mas o ambiente específico em que o usuário opera.

Esse nível de integração, porém, exige acesso profundo ao sistema, incluindo permissões de Acessibilidade e Gravação de Tela — o que levantou preocupações previsíveis de segurança. A OpenAI informou que tanto as capturas temporárias quanto os arquivos Markdown resultantes são armazenados sem criptografia no dispositivo. Além disso, o recurso está indisponível na União Europeia, no Reino Unido e na Suíça, provavelmente em razão dos padrões rigorosos de privacidade de dados dessas regiões. Para além da privacidade, a empresa alerta para riscos de "prompt injection", em que conteúdo malicioso capturado da tela poderia, em tese, sequestrar o comportamento da IA.

Com reportagem de Canaltech.

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