O mercado brasileiro atravessa um momento de cautela. O mini-índice futuro (WINM26) entrou em sua terceira sessão consecutiva de queda, fechando aos 199.650 pontos — reflexo de um movimento corretivo mais amplo no Ibovespa, que não conseguiu sustentar os avanços ensaiados no início dos pregões. O recuo sugere uma recalibragem de expectativas após uma sequência anterior de ganhos.
A volatilidade decorre, em grande medida, de mudanças no cenário geopolítico. Enquanto Wall Street renovou máximas, impulsionada por um alívio momentâneo nas tensões globais, o índice brasileiro foi pressionado pela reabertura do Estreito de Ormuz. O desdobramento provocou uma queda acentuada nos preços do petróleo, arrastando Petrobras e outras empresas com forte exposição ao setor de energia para o terreno negativo. Nem mesmo o desempenho resiliente da Vale e de parte do setor bancário foi suficiente para compensar o recuo das petroleiras.
Do ponto de vista técnico, o cenário segue cauteloso. No curto prazo, o mini-índice continua sendo negociado abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando pressão vendedora persistente. Para os operadores, o horizonte imediato é de alta sensibilidade: a trajetória do índice deve ser ditada pela interação entre as oscilações nas commodities e o fluxo contínuo de capital estrangeiro.
Com reportagem de InfoMoney.
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