A transição energética global impõe um desafio que vai além da substituição de matrizes: o que fazer com os vastos terrenos degradados pela atividade extrativista? Na Alemanha, a resposta para as antigas minas de lignito a céu aberto não foi o isolamento, mas uma transformação radical de engenharia. O Distrito dos Lagos de Lusácia, entre Berlim e Dresden, consolida-se como a maior intervenção paisagística da Europa.
O projeto, coordenado pela estatal LMBV, converteu uma rede de minas exauridas em um complexo de 23 lagos artificiais que ocupam 13.600 hectares. A sofisticação da obra reside na conectividade: dez desses lagos são interligados por canais navegáveis, criando uma superfície contínua de 7.000 hectares. Onde antes operavam escavadeiras monumentais, agora surgem marinas, praias e infraestrutura turística de alto padrão.
Esta reinvenção não é apenas estética, mas um modelo de remediação ambiental e econômica. Ao transformar passivos industriais em ativos de lazer e turismo, a Alemanha demonstra como o encerramento da era do carvão pode gerar novos ecossistemas sustentáveis. O Lausitzer Seenland já é uma realidade acessível, provando que a engenharia moderna pode, de fato, curar as feridas deixadas no solo pelo século passado.
Com informações de Xataka.
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