O futuro da logística se escreve nos polos industriais da China

A logística do futuro está sendo cada vez mais desenhada nos polos industriais da China, onde a DeepWay tenta preencher a lacuna entre a tecnologia autônoma experimental e as exigências brutais do transporte de carga de longa distância. A empresa, sediada em Hefei e apoiada pela gigante de buscas Baidu, captou recentemente US$ 310 milhões em financiamento pré-IPO. A rodada chama atenção não apenas pelo tamanho, mas pela composição: a participação de um fundo de previdência australiano (superannuation fund) sugere que a visão da DeepWay para transporte limpo e automatizado começa a atrair capital institucional muito além de suas fronteiras domésticas.

Frota de 6.400 caminhões e aposta na integração elétrica e autônoma

Até o momento, a DeepWay entregou 6.400 caminhões pesados elétricos inteligentes na China — uma frota expressiva para um setor que ainda enfrenta as complexidades da operação em condições reais. A estratégia da empresa se apoia no componente "inteligente" de seu hardware: a integração de capacidades de direção autônoma com um trem de força elétrico projetado para reduzir a pegada de carbono do setor de transporte mais intensivo em energia do mundo. Ao se preparar para a listagem na bolsa de Hong Kong, a companhia sinaliza a intenção de deixar de ser uma operadora regional para se tornar uma competidora global em logística autônoma.

IPO será teste de confiança do mercado

Apesar do momento favorável, o caminho até a viabilidade comercial continua íngreme. Como muitas de suas pares no setor de hardware intensivo em capital, a DeepWay ainda não deu lucro. O IPO que se aproxima funcionará como um referendo sobre a capacidade de uma startup escalar a infraestrutura de alto risco necessária para o frete autônomo. Por ora, a empresa aposta que a combinação entre a expertise em software da Baidu e sua própria escala de manufatura será suficiente para convencer investidores globais de que o futuro das estradas é elétrico e sem motorista.

Com reportagem de The Next Web.

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