O Doce Maravilha está de volta, fiel à sua tradição de privilegiar "encontros" colaborativos únicos em vez de shows convencionais de turnê. Sob a curadoria musical de Nelson Motta, o festival consolidou um espaço próprio no cenário brasileiro ao promover apresentações únicas que atravessam gerações e gêneros — tratando o palco como território de experimentação e construção de legado.
Os destaques desta edição giram em torno de duplas de alto calibre que refletem a profundidade do cancioneiro brasileiro. Caetano Veloso vai dividir o palco com o rapper Emicida, enquanto Maria Bethânia se apresenta ao lado do lendário sambista Paulinho da Viola. As combinações são pensadas para ir além de meras aparições conjuntas: funcionam como diálogos históricos entre figuras fundadoras da MPB e vozes contemporâneas que moldam o futuro cultural do país.
Ao apostar nessas interseções exclusivas, o Doce Maravilha se posiciona como alternativa de nicho ao circuito global de festivais, cada vez mais homogêneo. A proposta sugere que o valor da performance ao vivo na era digital reside no momento irrepetível — no atrito específico e curado entre dois universos artísticos distintos que se encontram por uma única noite.
Com reportagem de Exame Inovação.
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