Elon Musk não compareceu na segunda-feira a uma intimação obrigatória em Paris, no mais recente capítulo da investigação criminal francesa sobre o X e seu chatbot de inteligência artificial, Grok. A promotoria de Paris confirmou a ausência dos "primeiros indivíduos intimados" — grupo que, segundo se sabe, inclui Musk —, após uma operação de busca e apreensão realizada em fevereiro na sede francesa da plataforma.

A investigação, que inicialmente se concentrava em abuso algorítmico e extração fraudulenta de dados, ganhou escopo considerável nos últimos meses. As autoridades agora examinam alegações de cumplicidade na distribuição de pornografia infantil e na criação de deepfakes sexuais não consensuais por meio do Grok. Embora a audiência fosse legalmente obrigatória, os promotores franceses não dispõem, no momento, de instrumentos para forçar a presença física do bilionário em tribunal.

O impasse evidencia a crescente tensão entre reguladores europeus e a visão de Musk de um espaço digital sem restrições. Musk já classificou o processo como "politicamente motivado", enquadrando a pressão jurídica como um ataque à liberdade de expressão. Apesar de sua ausência, a promotoria de Paris ressaltou que a investigação prosseguirá sem interrupção — sinal de que a máquina administrativa do Estado europeu não se deixa abalar pela postura desafiadora da plataforma.

Com reportagem de InfoMoney.

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