A fronteira que desapareceu
A linha que separava roupa de trabalho, traje de academia e peça de descanso vem se apagando há anos. O que antes era um nicho — o athleisure — amadureceu até se tornar uma força dominante no varejo global, impulsionado por uma mudança profunda na forma como consumidores avaliam o guarda-roupa do dia a dia. A evolução já não diz respeito apenas à aparência fitness, mas à experiência física de vestir a peça.
O número que redefine prioridades
Uma pesquisa de mercado recente reforça essa virada: 70% dos consumidores hoje apontam o conforto como critério principal na compra de roupas esportivas. A preferência sugere um consumo pragmático e orientado por utilidade, que supera pilares tradicionais de marketing como endossos de celebridades ou tendências puramente estéticas. Para o comprador contemporâneo, a realidade tátil de um tecido costuma pesar mais do que o logotipo estampado no peito.
O que muda para a indústria
Para fabricantes e varejistas, os dados funcionam como um corretivo diante da obsessão frequente do setor por ciclos visuais de curta duração. Para conquistar um mercado que enxerga cada vez mais a roupa como ferramenta funcional de um estilo de vida híbrido, o design precisa priorizar inovação têxtil e modelagem ergonômica. À medida que a categoria continua a se expandir, a vantagem competitiva tende a ficar com quem tratar o vestuário menos como símbolo de status e mais como extensão de alta performance do corpo.
Com reportagem de Exame Inovação.
Source · Exame Inovação



