A coluna vertebral rodoviária do país foi cortada ao meio
A Via Dutra, eixo asfáltico que conecta os dois maiores polos econômicos do Brasil, foi interrompida na tarde de domingo. No quilômetro 273, próximo a Barra Mansa, um caminhão-tanque carregado com materiais perigosos explodiu e transformou um corredor de trânsito rotineiro num cenário de liberação térmica súbita e violenta. A explosão, ocorrida pouco antes das 15h, matou duas pessoas e feriu outras quatro, três delas em estado grave.
Destruição total e resposta de múltiplas agências
A escala física do incidente foi absoluta. Além do próprio tanque, a explosão consumiu três carros de passeio e uma motocicleta, reduzidos a carcaças carbonizadas. A resposta exigiu mobilização de múltiplos órgãos — da concessionária CCR Rio-SP à Polícia Rodoviária Federal e unidades especializadas do Corpo de Bombeiros —, que trabalharam para conter os danos e socorrer sobreviventes transportados a hospitais de Barra Mansa e Volta Redonda.
Uma rota vital paralisada — e um lembrete incômodo
Para além da tragédia imediata, o episódio paralisou uma das rotas logísticas mais importantes da América do Sul. Durante horas, os dois sentidos da BR-116 ficaram interditados para perícia e remoção de destroços, gerando congestionamentos de até 13 quilômetros na direção do Rio de Janeiro. O acidente funciona como lembrete contundente da volatilidade intrínseca às cadeias industriais de abastecimento que sustentam a vida urbana moderna, nas quais o transporte de cargas perigosas segue sendo uma necessidade de alto risco.
Com reportagem de InfoMoney.
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