A energia geotérmica sempre ocupou uma posição frustrante no cenário das renováveis: é a única fonte livre de carbono capaz de fornecer eletricidade firme e constante como uma termelétrica a carvão, mas permaneceu geograficamente limitada a raros pontos de atividade vulcânica. A Fervo Energy, startup sediada em Houston, trabalha para desvincular a geotermia dessas restrições, aplicando técnicas de perfuração horizontal e fraturamento hidráulico herdadas da revolução do shale para acessar calor subterrâneo praticamente em qualquer lugar.

Agora a empresa está saindo da fase de prova de conceito rumo à implantação em escala industrial. A Fervo assinou recentemente um contrato firme de três anos com a Turboden America para o fornecimento de 1,75 gigawatt de capacidade em turbinas de ciclo Rankine orgânico. Essas turbinas são o equipamento essencial para converter a salmoura aquecida nas profundezas do subsolo em eletricidade para a rede.

A dimensão do acordo reflete uma confiança crescente nos chamados sistemas geotérmicos avançados (EGS, na sigla em inglês). Ao garantir um volume tão expressivo de equipamentos, a Fervo sinaliza que pode ir além de projetos-piloto sob medida e caminhar para um modelo de produção padronizado e replicável. Se bem-sucedida, a iniciativa pode ajudar a preencher a lacuna de confiabilidade em redes elétricas cada vez mais dependentes da intermitência do vento e do sol.

Com reportagem de Canary Media.

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