O fim de uma era na Apple
A transição na liderança da Apple encerra uma era definida pelo domínio da cadeia de suprimentos e por uma expansão de mercado sem precedentes. Após quase 15 anos no comando, Tim Cook deixará o cargo de CEO em 1º de setembro e passará a ocupar a posição de presidente executivo do conselho. Seu sucessor, John Ternus, atualmente responsável pela engenharia de hardware, representa um retorno às raízes da empresa centradas em produto. Aos 50 anos, Ternus herda uma gigante que se tornou tanto uma instituição financeira quanto uma empresa de tecnologia — e agora precisa navegar um cenário cada vez mais moldado pela computação espacial e pela inteligência artificial.
Robô humanoide reescreve os limites da resistência mecânica
Enquanto a Apple reorganiza seu conselho, os limites físicos da robótica estão sendo redesenhados. Em Pequim, um robô humanoide teria superado o recorde mundial de meia-maratona, título que pertencia ao ugandense Jacob Kiplimo. O feito vai além da curiosidade mecânica: sinaliza um amadurecimento na locomoção bípede e na eficiência de baterias, áreas em que as máquinas há muito lutam para se equiparar à mecânica fluida e regenerativa da marcha humana.
Fricções técnicas e geopolíticas no pano de fundo
Essas mudanças acontecem num cenário de atrito técnico e geopolítico. A Blue Origin celebrou recentemente o lançamento bem-sucedido de um foguete, mas enfrentou a falha de sua carga útil de satélite — um lembrete das margens estreitas do setor espacial privado. Enquanto isso, a volatilidade no Oriente Médio continua pressionando os mercados globais de energia e aviação, e a infraestrutura digital segue instável, como demonstraram as recentes interrupções generalizadas do ChatGPT, da OpenAI. Juntos, esses desdobramentos sugerem um futuro em que as fronteiras entre desempenho biológico e mecânico — e entre estabilidade corporativa e volatilidade global — são cada vez mais tênues.
Com reportagem de Olhar Digital.
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