Nordeste na rota da transição energética
A transição energética global encontra terreno cada vez mais fértil no Nordeste brasileiro. Nesta semana, foi anunciado um investimento de R$ 12 bilhões (aproximadamente US$ 2,3 bilhões) em um projeto de hidrogênio verde em Areia Branca, no Rio Grande do Norte. A iniciativa representa um compromisso significativo com a produção de combustível livre de carbono, aproveitando os recursos renováveis abundantes da região para atender à crescente demanda internacional.
Vento e sol como vantagem competitiva
O Nordeste brasileiro tem uma posição privilegiada para essa transformação industrial. Com ventos de alta velocidade e irradiação solar constante, a região oferece a eletricidade renovável de baixo custo necessária para a eletrólise — processo que separa a água em hidrogênio e oxigênio sem emitir dióxido de carbono. O projeto em Areia Branca faz parte de um movimento mais amplo para transformar o Brasil em grande exportador de moléculas verdes para mercados europeus e asiáticos que buscam descarbonizar suas indústrias pesadas.
Além das metas climáticas
Embora o hidrogênio verde ainda esteja nos estágios iniciais de adoção global, a escala do aporte de R$ 12 bilhões sinaliza um avanço rumo à maturidade industrial. Para o Brasil, o que está em jogo vai além das metas climáticas: trata-se de uma oportunidade de reindustrialização em torno de uma nova matriz energética, com potencial para reposicionar o país — de exportador de commodities brutas a elo central na cadeia de suprimentos de energia limpa do futuro.
Com reportagem de Exame Inovação.
Source · Exame Inovação



