O mercado de smartphones dobráveis chegou a uma fase de refinamento em que a disputa já não gira apenas em torno da dobradiça, mas da geometria da própria tela. A apresentação oficial do Pura X Max pela Huawei nesta semana evidencia essa virada. Em vez de perseguir a verticalidade acentuada de seus antecessores, o Pura X Max adota um formato mais curto e largo, pensado para ampliar a imersão e evocar a sensação de um caderno de bolso tradicional.

No centro do aparelho está uma tela interna OLED de 7,7 polegadas com taxa de atualização adaptativa de 120Hz. Embora fique ligeiramente abaixo da marca de 8 polegadas estabelecida pelo Pixel 10 Pro Fold do Google, o Pura X Max se diferencia pelas proporções. Quando aberto, o dispositivo alcança 166,5mm de largura, mas tem apenas 120mm de altura. Essa silhueta achatada vem acompanhada de um perfil físico impressionante: meros 5,2mm de espessura quando aberto e 229 gramas de peso — números que rivalizam com muitos flagships tradicionais no formato convencional.

Além da tela, a Huawei investiu em durabilidade industrial e numa linguagem estética própria. O aparelho traz certificações IP58 e IP59 de resistência a água e poeira, requisito indispensável dada a natureza mecânica complexa dos dobráveis. Visualmente, o Pura X Max se define por um módulo de câmera horizontal, rompendo com os conjuntos circulares ou quadrados comuns na categoria. Enquanto o setor aguarda movimentos semelhantes de concorrentes, o lançamento mais recente da Huawei sugere que o futuro dos dobráveis pode estar em encontrar o equilíbrio certo entre a utilidade de um smartphone e a tela generosa de um tablet.

Com reportagem de La Nación.

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