Enquanto o mercado de smartphones dobráveis se acomoda em silhuetas previsíveis, a Huawei tenta redesenhar a geometria da categoria. O recém-detalhado Pura X Max abandona as proporções estreitas, de "controle remoto", comuns nos dobráveis verticais e adota uma orientação mais larga, semelhante a um livro, que privilegia o espaço horizontal da tela. A mudança no design industrial sugere uma aposta em produtividade e consumo de mídia em detrimento da portabilidade tradicional para uso com uma só mão.

Por dentro, o Pura X Max funciona como vitrine da crescente integração vertical da Huawei. O aparelho é equipado com o Kirin 9030 Pro, o chipset mais poderoso do portfólio atual da empresa, sinalizando a continuidade da busca por independência em silício. O hardware também impressiona por fora: a tela externa de 5,4 polegadas e o painel interno de 7,7 polegadas atingem picos de brilho de 3.500 e 3.000 nits, respectivamente — números que empurram os limites de legibilidade em ambientes com alta incidência de luz.

O dispositivo chega rodando HarmonyOS 6.1, acompanhado de um conjunto de recursos baseados em IA, como recomendações automáticas de pose para fotografia. Com um sistema de três câmeras com abertura variável e suporte à M-Pen 3 Mini, o Pura X Max se posiciona não apenas como um telefone, mas como uma ferramenta de alto desempenho para um nicho de usuários avançados que navegam as complexidades do ecossistema de software independente da Huawei.

Com reportagem de Olhar Digital.

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