A escalada até o topo raramente é linear. Depois de cravar a máxima histórica de 199.354 pontos na semana passada, o Ibovespa entrou em fase de acomodação. Três pregões consecutivos de queda puxaram o índice de volta para a região dos 195 mil pontos — um movimento que analistas técnicos descrevem menos como reversão e mais como uma recalibragem necessária. Mesmo com o recuo, a estrutura de fundo segue sólida, com o índice sustentado acima das principais médias móveis de curto prazo.

A tensão atual do mercado está no intervalo entre impulso e exaustão. Embora a tendência mais ampla seja ostensivamente positiva, indicadores técnicos como o Índice de Força Relativa (RSI) permanecem em patamares elevados. Isso sugere que o mercado ainda está "esticado", abrindo espaço para ajustes adicionais no curto prazo antes que o índice consiga reunir força suficiente para desafiar a barreira psicológica dos 200 mil pontos.

Daqui para frente, o caminho de alta exige um rompimento decisivo acima do recorde anterior. Caso o Ibovespa supere essa barreira, analistas projetam alvos que podem chegar a 205 mil pontos. Na direção oposta, a perda de suportes próximos a 192 mil sinalizaria uma correção mais profunda. Esse período de consolidação coincide com o movimento da B3 de ampliar sua janela operacional, estendendo o horário de negociação de futuros de criptomoedas e ouro para acomodar um ciclo de investimentos cada vez mais contínuo e ininterrupto.

Com reportagem de InfoMoney.

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