Alívio modesto, sem convicção
A bolsa brasileira conseguiu um respiro discreto na segunda-feira, interrompendo uma sequência de três pregões de queda mesmo com as tensões globais mantendo boa parte dos investidores à margem. O Ibovespa avançou 0,24%, aos 196.206 pontos, sustentado sobretudo pelo desempenho resiliente da Petrobras. Os ganhos, contudo, soaram mais como uma pausa cautelosa do que como uma reversão definitiva de sentimento.
Volume ralo expõe aversão a risco
A atividade nos pregões ficou visivelmente esvaziada: o giro financeiro somou apenas R$ 19,48 bilhões — menos da metade da média mensal de R$ 44,25 bilhões. Essa drenagem de liquidez resultou de uma combinação de fatores domésticos e internacionais. No plano local, o feriado de terça-feira no Brasil levou operadores a reduzir posições. No cenário externo, a volatilidade persistente no Oriente Médio segue turvando as perspectivas para ativos de risco, deixando os participantes do mercado relutantes em alocar capital de forma significativa.
Ouro recua, cautela permanece
Esse clima de incerteza se estendeu à mesa de commodities, onde os preços do ouro recuaram mais de 1% enquanto operadores ponderavam a probabilidade de um cessar-fogo duradouro contra o risco de nova escalada. Para o Ibovespa, a alta marginal do dia oferece um piso momentâneo, mas a narrativa de fundo continua sendo de cautela arraigada. Enquanto a poeira geopolítica não baixar, o mercado brasileiro parece disposto a aguardar nos bastidores.
Com reportagem de InfoMoney.
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