Liminar bloqueia liquidação de ações
A 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo concedeu uma liminar que impede o grupo francês Casino de liquidar sua participação remanescente no GPA, operador da rede Pão de Açúcar. A decisão congela a capacidade do Casino de se desfazer de sua antiga subsidiária brasileira, sob o argumento de que há risco concreto de "dilapidação patrimonial" capaz de comprometer futuras pretensões judiciais.
Vitória estratégica antes da arbitragem
A decisão representa uma vitória estratégica para o GPA, que trava atualmente uma disputa arbitral com sua ex-controladora. Ao suspender a liquidação financeira de ações já vendidas e proibir novas transações, o tribunal priorizou a preservação dos direitos do GPA antes do início do processo arbitral, previsto para maio de 2025. O juiz reconheceu "probabilidade do direito" na argumentação do GPA, sinalizando que permitir a saída completa do Casino do mercado brasileiro neste momento poderia deixar a varejista francesa sem ativos locais suficientes para cobrir eventuais passivos.
Reestruturação global do Casino ganha novo obstáculo
O embate jurídico chega em meio a uma ampla reestruturação global do Casino, voltada a equacionar seu elevado endividamento. Enquanto a varejista francesa vinha se desfazendo agressivamente de ativos internacionais para enxugar seu balanço, a liminar complica sua estratégia de saída da América do Sul. Para o GPA, a medida funciona como uma manobra defensiva, garantindo que sua ex-controladora permaneça financeiramente vinculada à região até que as pendências jurídicas entre as partes sejam resolvidas.
Com reportagem de InfoMoney.
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