Kevin Warsh, indicado de Donald Trump para a presidência do Federal Reserve, compareceu nesta terça-feira ao Comitê Bancário do Senado para tratar da tensão recorrente entre a influência do Executivo e a autonomia do banco central. Warsh, financista de 56 anos e ex-governador do Fed, buscou garantir aos senadores que sua gestão será pautada pela adesão estrita ao mandato da instituição, sem ceder a qualquer pressão vinda da Casa Branca.
O ponto central do depoimento de Warsh foi o conceito de estabilidade de preços como forma de proteção institucional. Ele descreveu a inflação baixa como a "armadura" que blinda o Fed contra críticas externas, sugerindo que a credibilidade do banco se conquista por resultados, não por discurso. "A independência da política monetária é essencial", disse Warsh ao comitê, enfatizando que a responsabilidade por manter essa distância cabe, antes de tudo, ao próprio Fed.
Ao reconhecer que autoridades eleitas — incluindo presidentes e congressistas — inevitavelmente opinarão sobre taxas de juros, Warsh argumentou que esse tipo de manifestação não ameaça, por si só, a independência operacional da instituição. Ao enquadrar a inflação como uma escolha de política pela qual o Fed deve assumir total responsabilidade, Warsh sinalizou uma abordagem pragmática para o cargo, que prioriza a missão técnica do banco em detrimento dos ciclos políticos de Washington.
Com reportagem de InfoMoney.
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