Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para suceder Jerome Powell na presidência do Federal Reserve, deu início ao processo delicado de afirmar sua independência em relação ao governo que o escolheu. Na tentativa de tranquilizar mercados e parlamentares céticos, Warsh declarou de forma categórica que não é um "fantoche" do presidente — respondendo a preocupações recorrentes sobre a possível politização do banco central americano.
No centro de sua estratégia de confirmação está o compromisso com a transparência financeira. Warsh confirmou que pretende liquidar uma parcela significativa de seu patrimônio pessoal — superior a US$ 100 milhões — para evitar potenciais conflitos de interesse. O desinvestimento visa atender às exigências éticas do Senado e funcionar como uma blindagem contra acusações de que suas futuras decisões de política monetária possam ser motivadas por ganho pessoal.
A credibilidade do Federal Reserve depende de sua capacidade de conduzir a economia sem sofrer pressão dos ciclos políticos de curto prazo da Casa Branca. Ao sinalizar compromisso com a autonomia institucional antes mesmo de assumir o cargo, Warsh tenta preservar a estabilidade que define o papel do Fed no sistema financeiro global. Se essa independência retórica resistirá à pressão de um segundo mandato de Trump é a questão central de sua futura gestão.
Com reportagem de Expansión.
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