Uma nova trajetória para a robótica

No início dos anos 2000, o panorama da robótica era definido, em grande medida, por eficiência industrial e assistência física. Maja Matarić, professora da University of Southern California, imaginou um caminho diferente: máquinas capazes de curar pela presença, não apenas pelo desempenho. Em 2005, Matarić ajudou a definir a "robótica socialmente assistiva", disciplina voltada a oferecer terapia e cuidado personalizados por meio de interação social — usando conversa, brincadeira e espelhamento emocional para auxiliar na recuperação e no desenvolvimento.

Robôs que engajam a mente

O trabalho de Matarić ocupa uma interseção rara entre ciência da computação, neurociência e pediatria. Diferentemente dos robôs assistivos tradicionais, projetados para ajudar um paciente a se mover ou se vestir, suas máquinas são concebidas para engajar a mente. Atualmente, ela investiga como esses agentes sociais podem auxiliar estudantes que enfrentam ansiedade e depressão por meio da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Ao ajudar os usuários a identificar e reformular padrões de pensamento negativos, esses robôs funcionam como complementos consistentes e livres de julgamento ao cuidado humano.

Reconhecimento de uma carreira pioneira

Recentemente, Matarić recebeu a Robotics Medal 2025 da MassRobotics, organização sem fins lucrativos sediada em Boston que reconhece pesquisadoras cujo trabalho avançou de forma fundamental o campo da robótica. A honraria reflete uma carreira dedicada a construir uma comunidade em torno de uma ideia antes especulativa. Para Matarić, o reconhecimento de seus pares sublinha a maturação da robótica social — de nicho acadêmico a ferramenta crítica para a saúde mental contemporânea.

Com reportagem de IEEE Spectrum.

Source · IEEE Spectrum